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Um abraço

O que você faz quando está com dor de cabeça, ou quando está chateado?

Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais?

Pois é, durante muito tempo estivemos à procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doenças, que curasse nossa depressão e que nos aliviasse do estresse.

Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos laços afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranqüilos.

Encontramos! O remédio já havia sido descoberto e já estava à nossa disposição. O mais impressionante de tudo é que ainda por cima não custa nada.

Aliás, custa sim, custa abrir mão de um pouco de orgulho, um pouco de pretensão de ser auto-suficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.

É o abraço. O abraço é milagroso. É medicina realmente muito forte. O abraço, como sinal de afetividade e de carinho pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar a depressão, fortificar os laços afetivos.

O abraço é um excelente tônico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível a doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico.

O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abraço prolonga a vida e estimula a vontade de viver.

Recentemente ouvimos a teoria muito interessante de uma psicóloga americana, dizendo que você precisa de quatro abraços por dia para sobreviver, oito abraços para manter-se vivo e doze abraços por dia para prosperar.

E o mais bonito é que esse remédio não tem contra-indicação e não há maneira de dá-lo sem ganhá-lo de volta.

Pense nisso

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Convite especial

Em famosa passagem do Evangelho, Jesus fez um convite muito especial.

Afirmou que quem desejasse ir após Ele deveria renunciar a si mesmo, tomar sua cruz e segui-lO.

Esta afirmação é extraordinariamente rica, como ocorre em tudo o que procede do Cristo.

Nela, o aspecto da renúncia pessoal não é o menos interessante.

O serviço da própria sublimação não costuma ser compatível com a satisfação de todos os caprichos do coração.

Quem deseja viver o bem, necessariamente precisa se afastar um pouco do bulício mundano.

Não se trata de afastamento físico.

Afinal, a virtude não pode ser uma flor de estufa, que não resiste à prova da realidade da vida.

Esse afastamento é, num sentido muito específico, de não se deixar contaminar pelas loucuras e paixões correntes.

A responsabilidade é muito variável entre as criaturas.

Quem há pouco saiu da infância espiritual possui menores recursos de sublimação.

É, até certo ponto, compreensível que se empolgue com o discurso mundano.

Falta-lhe discernimento para compreender o que de fato lhe convém.

Contudo, a situação é bem diferente em relação às almas já tocadas pela mensagem cristã.

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Teoria e prática

O conhecimento liberta da ignorância.

Todavia, somente a aplicação do que se aprendeu liberta do sofrimento.

Há uma expressiva diferença entre a teoria e a prática, em todos os segmentos da Humanidade.

A teoria ensina mas a prática afere o valor.

Não basta saber.

É imprescindível utilizar o que se conhece.

O conhecimento amplia os horizontes do entendimento.

A sua aplicação alarga as paisagens da vida.

A mente conhecedora deve movimentar as mãos no uso desses preciosos recursos.

Conhecimento valioso é aquele que pode mover essas conquistas em favor do bem de seu possuidor e do meio social em que este se encontra.

A informação que não produz bênçãos e nem dispõe à ação útil é nula.

Ao conhecer, você saberá que a sua renúncia auxilia a comunidade, sem que espere a abnegação dos outros em seu benefício.

O conhecimento superior estimula à imediata atividade.

O hábito de acumular informações sem finalidade prática facilmente se converte em presunção.

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Duas mães

Narra o Evangelista Lucas que um anjo do Senhor foi enviado a uma cidade da Galileia chamada Nazaré. Sua missão era transmitir um recado muito importante.

Entrou em casa de uma jovem chamada Maria e a saudou, apresentando-se:

Sou Gabriel, um dos mensageiros de Yaweh. Venho confirmar-te o que teu coração aguarda, de há muito. Teu seio abrigará a glória de Israel.

Conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo e o Seu reino não terá fim.

O mensageiro celeste ainda lhe disse que sua prima Isabel se encontrava grávida, alcançando já o sexto mês de gestação.

E Maria foi ao encontro dela, que habitava uma cidade da Judeia.

O encontro de ambas é comovente. Isabel, ao ver sua prima à porta do jardim, corre-lhe ao encontro e a saúda.

Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. E donde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?

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Valores do corpo e do espírito

Viver no mundo é estar em contato permanente com o desejo de ter coisas, pessoas, riquezas.

Nos shoppings e meios de comunicação, o apelo é sempre para comprarmos mais, consumirmos mais, acumularmos mais.

O que fazer, já que somos treinados desde pequenos para desejar conforto, prazeres, bens?

Como escapar a esse verdadeiro fascínio que as coisas materiais exercem sobre nós e nos tornam escravos do trabalho e do dinheiro?

Havia um homem muito rico, um milionário cujas terras pareciam não ter fim. Certa noite, ele olhava para a extensão de suas propriedades e alegrava-se profundamente.

Via os imensos campos, os trigais maduros, os celeiros cheios, as moedas que enchiam os cofres.

Ele pensava: “Tenho tanta coisa que já nem cabe nos depósitos. Amanhã mandarei derrubar estes celeiros e construirei outros maiores.”

E o homem dizia para si mesmo: “Alegra-te, minha alma, pois tens riquezas para muitos anos. Descansa, come, bebe, diverte-te.”

O que esse homem não sabia é que naquela mesma noite morreria. Suas terras, riquezas e todos os seus bens materiais ficariam para trás.

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