Quando se faz o bem...

Vivemos tempos nos quais a indiferença e a intolerância para com as pessoas, muitas vezes, criam situações de sérias discórdias.

Observamos que o respeito devido ao próximo parece estar ficando um tanto distante.

No entanto, existem felizes exceções que, além de mostrar respeito, nos garantem que o amor ao próximo ainda viceja entre nós.

Relata uma senhora da capital baiana que um carregador de maca, em um hospital, viu uma paciente de oitenta e seis anos chorando de dor.

Suas costas, cheias de feridas, necessitavam de um colchão especial.

Com muito carinho, ele providenciou o colchão. Enquanto o colchão era posicionado na cama, ele a segurou em seu colo.

Como ela chorasse muito, ele começou a cantar baixinho uma canção. A idosa foi se aquietando e adormeceu antes mesmo de voltar a ser acomodada no leito.

Esse maqueiro é muito conhecido pelo pessoal do hospital, pela atenção e carinho com que lida com os pacientes.

Sua dedicação não passou despercebida. O diretor do hospital, buscando recompensar sua dedicação, reuniu os seus colegas e propôs que, com pequena contribuição de cada um, providenciassem melhorias na pequena casa desse servidor.

Foi com lágrimas nos olhos que o dedicado maqueiro agradeceu o que considerou um presente. Afinal, ele e o filho dormiam em colchões no chão.

Somos condutores de energias, que são impulsionadas pelos nossos sentimentos positivos ou negativos.

Cabe a cada qual escolher como aplicar esse potencial.

A lei de causa e efeito explica que de tudo o que plantarmos, colheremos.

Assim, se espalharmos sombras, nas sombras estaremos.

Se espalharmos luz, iluminados seremos.

O Universo é justo com todos. Quem escolhe o que quer plantar e colher, somos nós mesmos.

Somos senhores de nossos destinos.

A bondade existe e o amor é o alimento das almas.

Necessário ser bom e amar sem distinção para colher dessas bênçãos.

Somos dotados do livre-arbítrio, isto é, da liberdade de decidir, de fazer nossas escolhas.

Sendo livres para decidir, cabe-nos escolher as sementes que desejamos cultivar.

Naturalmente, ao fazermos algo de útil, de bom, não devemos aguardar recompensa. Isso nos devem ser movimentos naturais, espontâneos.

Contudo, um gesto de carinho, um diálogo, uma frase bem direcionada são sementes que espalhamos.

Uma palavra de encorajamento, de estímulo, de esperança, pode reverdecer a alma que a escuta.

Uma canção executada com amor, junto a um ouvido atento em momentos de dor, pode mudar a vida de quem a recebe.

Como a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória, poderemos esperar, nos caminhos da vida, a colheita compatível com a semente lançada.

Saibamos escolher as sementes que nos trarão colheita de paz, de alegrias e de realização espiritual.

Semeemos o bem com a mesma naturalidade que respiramos o ar puro da natureza.

Façamos ao outro o que gostaríamos que nos fosse feito e, com certeza, colheremos do bem que espalharmos, seja em favores, dádivas de atenção que nos sejam dirigidas.

Ou poderemos simplesmente usufruir do ar de bênçãos que nos envolverá.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no Http://www.sonoticiaboa.com.br/2016/05/15/o-bem-volta-para-o-maqueiro-que-acalentou-idosa-recompensa/